domingo, outubro 30, 2011

Clareamento dental: parte II

Bom dia leitores!!! 
Em primeiro lugar peço desculpas pela demora para publicar o "post" que dá continuidade à nossa conversa sobre clareamento dental. No entanto, como diz o dito popular: "antes tarde do que nunca...", vamos continuar o nosso bate papo. Vimos no post anterior alguns detalhes sobre as técnicas de clareamento e agora falaremos sobre os efeitos colaterais e a segurança destas técnicas. 
Basicamente, o principal efeito colateral associado ao clareamento é a sensibilidade aos estímulos térmicos durante o tratamento. Esta sensibilidade varia entre os pacientes, pois cada um apresenta o seu limiar de tolerância à dor e costuma limitar-se ao período do tratamento, prolongando-se por no máximo alguns dias após o término do procedimento. 
O nível de sensibilidade precisa ser acompanhado pelo profissional, pois pode haver a necessidade de ajustes no protocolo de tratamento (redução da concentração do gel clareador, diminuição do tempo de uso ou número de sessões ou até mesmo interrupção do tratamento). 
Assim, vocês podem perguntar: "Por que sinto sensibilidade durante o clareamento?"
O que acontece é que os peróxidos usados para clarear os dentes percorrem o interior dos túbulos presentes na dentina e excitam os prolongamentos nervosos (lembram quando discutimos a sensibilidade dental em outro post?). Além disso, os clareadores podem também atuar como agentes irritantes nestas terminações nervosas. Como a técnica do clareamento no consultório usa peróxidos com concentrações mais elevadas, normalmente a sensibilidade é maior quando se utiliza esta técnica.
Outros efeitos colaterais incluem irritação gengival por causa do uso de placas mal adaptadas (clareamento caseiro) ou por contato acidental do agente clareador de alta concentração diretamente na gengiva (clareamento no consultório).
As técnicas de clareamento são consideradas seguras e efetivas, porém, se seguidos à risca todos os cuidados técnicos, acompanhamento profissional e respeitados principalmente os intervalos entre as consultas de reclareamento. Sim, o clareamento não é um procedimento definitivo. Há a necessidade de controles periódicos para reaplicação dos agentes clareadores. Um tempo mínimo de 1 ano e meio é considerado seguro para que o paciente possa reclarear os dentes, apesar de em algumas situações o tempo poder ser ainda maior em função da estabilidade da cor.
Procure um profissional habilitado e converse melhor sobre esta alternativa da Odontologia e, antes de encarar o clareamento como procedimento sem riscos ou contra-indicações, lembre-se do que dizia Paracelsus: 
“Tudo é veneno, nada é veneno, é uma questão de dose.”
  
Um ótimo final de semana a todos e até o próximo "post"!!!

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