Sábado, Janeiro 28, 2012

Microabrasão do esmalte: uma alternativa para manchas dentais

Olá leitores! De volta às nossas postagens, hoje falaremos sobre uma alternativa de tratamento odontológico para a remoção de manchas dentais: a microabrasão do esmalte.

O esmalte dental pode ser acometido por manchas e um exemplo simples são os manchamentos provocados pela deposição de pigmentos provenientes da dieta (consumo exagerado de vinho tinto, açaí, café, chimarrão etc) e maus hábitos de higiene bucal. Nestes casos, as manchas são de natureza extrínseca, ou seja, estão depositadas na superfície do esmalte e normalmente podem ser removidas por raspagem dental, seguida de uma profilaxia.

Entretanto, algumas manchas dentais podem ter sido originadas a partir de um trauma dental, pela ingestão de medicamentos no período de formação dos dentes (tetraciclina é um exemplo), pela ingestão excessiva de flúor (fluorose), por desmineralização do esmalte (estágios iniciais da cárie) ou simplesmente por má formação do esmalte dental (hipoplasia do esmalte). Nestes casos, as manchas são de natureza intrínseca, ou seja, estão incrustadas no tecido e sua correção nem sempre é fácil.


Nos casos em que as manchas de natureza intrínseca são superficiais, pode-se lançar mão da técnica da microabrasão do esmalte. Nesta técnica, o profissional utiliza um agente ácido (ácido clorídrico) associado a um agente abrasivo com o objetivo de remover a camada superficial do esmalte que se encontra alterada, expondo uma porção deste tecido sadia e livre de mancha.

Com o objetivo de fazê-lo compreender melhor, caro leitor, faço uma comparação (objetivando pura e simplesmente o melhor entendimento) deste procedimento a uma espécie de "peeling". Afinal, haverá a remoção de uma camada superficial irregular e manchada, expondo uma subsuperfície livre de irregularidades e manchas.

A microabrasão do esmalte é uma técnica simples, de baixo custo, segura e que preserva a estrutura dental, pois a remoção do esmalte é imperceptível a olho nu. Contudo, o resultado final (remoção da mancha) é imprevisível. Em alguns casos, haverá a remoção completa da mancha, em outras situações uma remoção parcial, podendo, ainda, não ser obtida qualquer mudança.

Apesar da imprevisibilidade do resultado final ser uma desvantagem, muitas vezes o profissional opta inicialmente por esta técnica por ser não invasiva (preserva estrutura dental). Caso não haja resultado satisfatório e a mancha interfira negativamente sobre a estética do sorriso, o único recurso disponível é a restauração da mancha. Por isso, normalmente os profissionais preferem tentar inicialmente a microabrasão antes de optar por um procedimento mais invasivo.

Se você apresenta manchas dentais que comprometem a estética do seu sorriso, consulte um profissional qualificado para que seja diagnosticado o tipo de mancha e qual a melhor forma de tratamento para corrigi-la. Um forte abraço e bom final de semana!!!

Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

Clareamento dental sem acompanhamento profissional: um alerta!

Olá leitores! Na postagem de hoje, resolvi compartilhar com vocês uma reportagem da revista VEJA publicada no ano de 2010 que fala sobre os problemas que podem advir do clareamento dental sem indicação ou supervisão de um profissional qualificado. É preciso encarar tal procedimento de forma séria. Uma boa leitura!!! Dúvidas e sugestões são muito bem-vindas... Um grande abraço!!!



Segunda-feira, Janeiro 02, 2012

O que são as facetas?

Olá leitores! Este é o nosso primeiro encontro neste ano novinho que se inicia e vamos começar conversando um pouco sobre uma das formas de tratamento estético associada a duas especialidades: a Dentística e a Prótese.

As facetas correspondem a restaurações confeccionadas na porção frontal (vestibular) dos dentes, ou seja, a região que fica aparente no sorriso, com o objetivo de corrigir alterações de cor ou forma. Na confecção das facetas, haverá o desgaste de alguns milímetros desta porção vestibular dos dentes e a colocação de um material que poderá ser resina composta ou cerâmica.


As facetas de resina podem ser realizadas em uma única sessão, no consultório odontológico, pelo cirurgião-dentista. Já as facetas de cerâmica envolvem o trabalho conjunto entre o cirurgião-dentista e um laboratório de prótese, necessitando, portanto, de mais de uma sessão.

As facetas de resina composta apresentam menor custo e, devido às características do material, estão sujeitas ao manchamento e perda do brilho superficial a médio e longo prazos. Entretanto, são passíveis de repolimentos ou reparos (Vide postagem anterior intitulada "Você sabia que as restaurações precisam de manutenção?").

As facetas cerâmicas têm maior custo, pois envolvem a terceirização de serviços de laboratório. Todavia, apresentam maior tempo de vida clínico devido à estabilidade de cor, inerente a estes materiais. Nestes casos, normalmente a excelência estética também é superior, pois as cerâmicas, especialmente as de última geração, apresentam propriedades ópticas bastante semelhantes às dos dentes naturais.

Ao optar por resina composta ou cerâmica, é necessário compreender que cada um destes materiais apresenta vantagens e desvantagens. Apenas um profissional qualificado poderá esclarecer todos os prós e contras de cada um deles, bem como avaliar adequadamente o caso quanto a viabilidade do procedimento.

Uma questão é inevitável: seja a faceta confeccionada em resina composta ou cerâmica, haverá a necessidade de um preparo prévio dos dentes com o auxílio de pontas ou brocas de desgaste, apesar de já existirem técnicas e materiais recentes que diminuíram bastante o limite mínimo para desgaste dental, tornando os preparos extremamente conservadores. No entanto, ainda há a necessidade de algum nível de desgaste dental.

Caso você apresente alguma alteração de cor ou forma dental que comprometa a estética do seu sorriso, converse com um profissional qualificado sobre a indicação ou não para realização de uma faceta.

Um forte abraço e um 2012 repleto de sorrisos!!!

Sábado, Dezembro 31, 2011

Feliz 2012!!!

RECEITA DE ANO NOVO (Carlos Drummond de Andrade)

Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido). 

Para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior). 

Novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? passa telegramas?) 

Não precisa fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo. 
Eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.



Que em 2012 façamos e mereçamos um ano novo!!! Um grande abraço e até 2012!!!

Sábado, Dezembro 24, 2011

Feliz natal!!!

Desejo a todos os meus leitores um natal de paz, alegria, harmonia, amor e esperança. Um abraço carinhoso!!!

Sábado, Dezembro 10, 2011

Você sabia que as restaurações precisam de manutenção?

Um bom dia a todos os leitores!!!

Dando início à postagem de hoje, vamos falar sobre um assunto que talvez boa parte das pessoas desconheça: manutenção das restaurações. Sim, as restaurações precisam de manutenção, especialmente as restaurações de resina composta, para que possamos aumentar o seu tempo de vida clínico.

A manutenção das restaurações tem início de forma bastante simples com a realização de uma adequada higiene bucal (fio dental + escova), pois a presença de placa bacteriana pode acelerar o processo de degradação dos materiais restauradores. Além disso, é interessante que o portador destas restaurações esteja livre de problemas oclusais (o bruxismo e o apertamento dental são alguns exemplos), pois, nestas situações, os materiais restauradores serão submetidos a uma carga de força excessiva.

Adicionalmente, mesmo com todos os cuidados comentados acima, as restaurações estão inseridas em um meio que apresenta condições críticas: presença de bactérias, mudanças de temperatura e Ph, dentre outras. O meio bucal, portanto, favorece a degradação superficial do material restaurador com o tempo. Dessa forma, inevitavelmente haverá manchamento da superfície da restauração e aumento da rugosidade.

Se há um acompanhamento profissional periódico, é possível remover as manchas superficiais, recuperar o brilho e lisura das restaurações, promovendo o aumento do tempo de vida clínico.O procedimento é extremamente simples, indolor, rápido e de custo acessível, pois se trata de um polimento das restaurações. Em algumas situações, pode ser necessário remover uma porção superficial de uma área da restauração para colocação de novo material, o que caracteriza um reparo (comentamos sobre reparo das restaurações no "post" anterior).

Por isso, se você tem restaurações, converse com um profissional sobre a necessidade de repolimento ou reparo das mesmas. Assim, dentre os itens a serem avaliados na consulta de rotina, há que se incluir a revisão e manutenção destas restaurações. Tais cuidados postergam a necessidade de substituição aleatória das restaurações. Converse com um profissional habilitado e qualificado sobre este assunto.

Um ótimo final de semana!!!

Terça-feira, Dezembro 06, 2011

Devo substituir as restaurações metálicas por restaurações da cor dos dentes?

Amálgama X Resina composta

Olá leitores!!! Inicio nossa postagem hoje com uma pergunta dificílima de ser respondida. Sendo assim, uma resposta apropriada talvez seja: "depende".

Certa vez, um antigo professor orientou que quando temos dúvida sobre como responder uma pergunta, a resposta mais apropriada e inteligente é "depende". Primeiramente, porque ao respondermos assim ganhamos tempo para elaborar uma resposta adequada. Segundo, porque para várias questões existem inúmeros fatores que concorrem ou modificam a ação final. Reflexões à parte, voltemos à nossa questão de hoje...

Atualmente, existem dois materiais restauradores diretos: o amálgama (metálico) e a resina composta (simula a cor dos dentes). Durante muito tempo, especialmente para os dentes posteriores (pré-molares e molares), apenas o amálgama era indicado, pois as resinas compostas não apresentavam resistência ao desgaste compatível para uso em áreas de grande esforço mastigatório, além de outras limitações deste material. Entretanto, com o passar dos anos, as resinas evoluíram e hoje também podem ser utilizadas nos dentes posteriores.

Dentre as vantagens das resinas, temos principalmente a possibilidade de adesão aos tecidos dentários, o que permite menor desgaste e a estética, pois há a simulação da cor dos dentes. A principal desvantagem está relacionada à possibilidade de infiltração marginal com o passar do tempo, pois as pesquisas demonstram que, apesar da evolução, nenhum material adesivo é capaz de impedir completamente a infiltração marginal a longo prazo.

Com relação ao amálgama, podemos citar como vantagens o longo tempo de uso clínico, apresentando boa resistência ao desgaste e baixos níveis de infiltração marginal. Entretanto, estes materiais precisam de uma cavidade que seja retentiva, pois não há a possibilidade de adesão aos tecidos dentais, o que faz com que os preparos cavitários realizados com brocas sejam mais invasivos. Além disso, o amálgama não é considerado um material estético.

Hoje, a possibilidade de escolha dentre dois materiais é importantíssima, pois permite ao profissional avaliar cada caso específico e optar pelo que melhor se adeque àquela situação. Afinal, todos os materiais restauradores apresentam pontos positivos e negativos, há que se pesar os prós e contras e analisar a situação clínica individualmente.

Contudo, o que falar da troca de restaurações? Apesar de toda a evolução ocorrida nas últimas décadas com relação aos materiais e técnicas restauradoras, em um maior ou menor tempo, haverá a falha das restaurações. Além disso, as condições do meio bucal (nível de higiene, tipo de alimentação, presença de apertamento dental etc) podem acelerar a degradação das restaurações.

A correção destas falhas poderá ser realizada por substituição completa da restauração ou um simples reparo. Quando possível, o reparo é a melhor opção, pois evita um novo acesso com brocas e provável desgaste adicional de  tecido dental.

Se a troca de restaurações pode levar ao desgaste adicional de tecido dental, é importante a manutenção da mesma sempre que possível. Afinal, o princípio da Odontologia hoje é o de mínima intervenção e máxima preservação. Dentro deste contexto, se a troca da restauração metálica por uma restauração de resina composta for por razões puramente estéticas, vale uma reflexão: "Será que esta restauração metálica interfere realmente na estética do sorriso?"

Recomendo, portanto, uma avaliação pessoal sobre qual o maior bem: estética ou função e saúde. Adicionalmente, consulte sempre um profissional qualificado para que o mesmo possa pesar os prós e contras desta substituição e orientá-lo corretamente.

Um forte abraço!!!